quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Barulho de água

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Bashô Matsuo (1644–1694)*
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[O velho tanque -
Uma rã mergulha,
barulho de água.]
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.....(*) Considerado o primeiro e maior poeta japonês de haiku, imprime-lhe o espírito do budismo zen. É uma forma de poesia breve, depurada, simples e fluente. Trata-se de uma reacção estética minimalista à crescente consciência humana do caos.
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Céu azul

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Kandinsky, Sky blue, 1940. Oil on canvas, 100 x 73cm.
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...«Falcão levantou-se e, como se nada tivesse acontecido, começou a caminhar. Abraçou uma árvore. Beijou-a. Agachou-se diante de uma flor, parecia querer penetrar nas suas entranhas. Dizia algumas palavras inaudíveis, como se esti­vesse a fazer uma oração ou a elogiar a flor.
...Marco Polo, teimoso e com a voz embargada, arriscou dizer algo para manter o vínculo:
...— Até amanhã!
...Falcão levantou-se e comentou:
...— O tempo não existe, rapaz. Amanhã, a chama da vida pode ter-se apagado!
...Em seguida, foi-se embora sem se despedir. Enquanto andava, abria os braços e fazia um movimento de dança. Com uma voz vibrante, olhava para a paisagem enquanto cantava What a Wonderful World, de Louis Armstrong, com algumas modificações na letra:
...Eu vejo o verde das árvores, rosas vermelhas também,
...Eu vejo-as florescerem para a humanidade
...E eu penso... que mundo maravilhoso.
...Eu vejo o azul dos céus e o branco das nuvens.
...O brilho do dia abençoado, a sagrada noite escura.
...E eu penso... que mundo maravilhoso.
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...O mundo intelectual de Marco Polo não estava maravi­lhoso, pois passara por um vendaval. Profundamente intriga­do, ele disse para si mesmo: Que homem é este que se esconde na pele de um miserável? Que mendigo é este que parece ter muito, mas possui tão pouco
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Augusto Cury (2008). A Saga de um Pensador. A paixão pela vida. Lisboa: Bertrand Ed., pp. 25-26.
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A nossa árvore

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Judíth Shaw, Olive tree, 2006. Oil on canvas, 30" x 40".
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no regresso a casa
vejo o teu sorriso
na vida misteriosa
da nossa árvore
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Misterio de vivir

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En la habitación de un hospital, y en el curso de la que muy probablemente sea su última noche en este mundo, un hombre le cuenta a alguien - quizás a una enfermera -, y también a sí mismo, la historia de su vida; intentando buscar algún sentido al viejo misterio de vivir.
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Luis Landero (2009). Retrato de un hombre inmaduro. Barcelona: TUSQUETS EDITORES.
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terça-feira, 3 de novembro de 2009

MAC

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RE-visitada
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A alma é verde

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Autor desconhecido.
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Qualquer tempo é tempo.
A hora mesma da morte
é hora de nascer.
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Tempo, contratempo
anulam-se, mas o sonho
resta, de viver.
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Carlos Drummond de Andrade, "Qualquer Tempo", in A Falta que Ama.
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domingo, 1 de novembro de 2009

Todos os lumes e luzes

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Autor desconhecido.
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Sou um formidável dinamismo obrigado ao equilíbrio
De estar dentro do meu corpo, de não transbordar da minh'alma.
Ruge, estoira, vence, quebra, estrondeia, sacode,
Freme, treme, espuma, venta, viola, explode,
Perde-te, transcende-te, circunda-te, vive-te, rompe e foge,
Sê com todo o meu corpo todo o universo e a vida,
Arde com todo o meu ser todos os lumes e luzes,
Risca com toda a minha alma todos os relâmpagos e fogos,
Sobrevive-me em minha vida em todas as direções!
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Álvaro de Campos, "A Melhor Maneira de Viajar é Sentir", in Poemas.
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