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sábado, 7 de março de 2009
sexta-feira, 6 de março de 2009
Perdas
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Perder é tão inevitável como morrer; se bem a entendermos, esta verdade é uma consolação para nós. Perde, pois, imperturbavelmente: tudo um dia morrerá. Que socorro podemos conseguir contra todas as nossas perdas? Apenas isto: guardemos na memória as coisas que perdemos sem deixar que o proveito que delas tiramos desapareça também com elas. Podemos ser privados de as possuir, nunca de as ter possuído.
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Séneca, "O socorro contra as nossas perdas", in Cartas a Lucílio.
quinta-feira, 5 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
Lu@
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O luar através dos altos ramos,
Dizem os poetas todos que ele é mais
Que o luar através dos altos ramos.
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Mas para mim, que não sei o que penso,
O que o luar através dos altos ramos
É, além de ser
O luar através dos altos ramos,
É não ser mais
Que o luar através dos altos ramos.
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Alberto Caeiro, "O luar através dos altos ramos",
in O Guardador de Rebanhos - Poema XXXV.
terça-feira, 3 de março de 2009
Caminhos
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Começo a chorar
do que não finjo
porque me enamorei
de caminhos
por onde não fui
e regressei
sem ter nunca partido
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Mia Couto, Ser que nunca fui, 1982.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Nada es lo mismo
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No es bueno repetir lo que está dicho.
Después de haber hablado,
de haber vertido lágrimas,
silencio y sonreíd:
nada es lo mismo.
Habrá palabras nuevas para la nueva historia
y es preciso encontrarlas antes de que sea tarde.
Ángel González, "Nada es lo mismo", in Antologia poética, 1996.
No es bueno repetir lo que está dicho.
Después de haber hablado,
de haber vertido lágrimas,
silencio y sonreíd:
nada es lo mismo.
Habrá palabras nuevas para la nueva historia
y es preciso encontrarlas antes de que sea tarde.
Ángel González, "Nada es lo mismo", in Antologia poética, 1996.
domingo, 1 de março de 2009
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