Mostrar mensagens com a etiqueta Paula Rêgo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Paula Rêgo. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 1 de junho de 2010

Riso de criança

.
Paula Rêgo, Crianças voadoras, 1992.
.
.
«Nunca ninguém conseguirá ir ao fundo de um riso de criança.»
.
.
Autor: Victor Hugo
.
.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Intimidade

.
Paula Rêgo, Self portrait in red, 1962.
[Óleo lapis de cera e colagem de papel s/ tela.]
.
.
No coração da mina mais secreta,
No interior do fruto mais distante,
Na vibração da nota mais discreta,
No búzio mais convolto e ressoante,
.
Na camada mais densa da pintura,
Na veia que no corpo mais nos sonde,
Na palavra que diga mais brandura,
Na raiz que mais desce, mais esconde,
.
No silêncio mais fundo desta pausa,
Em que a vida se fez perenidade,
Procuro a tua mão, decifro a causa
De querer e não crer, final, intimidade.
.
.
José Saramago, "Intimidade", in Os Poemas Possíveis.
.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Destino

.
Paula Rêgo, A Sereiazinha, 2003. Pastel s/ papel, 140 x 110cm.
.
.
Eu hontem passei o dia
Ouvindo o que o mar dizia.
.
Chorámos, rimos, cantámos.
...
.
.
António Botto, "Passei o Dia Ouvindo o que o Mar Dizia", in Canções.
.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Murmura esta canção

.
Paula Rêgo, La fête, 2003. Pastel s/ papel, 170 x 120 cm.
.
.
quando eu morrer murmura esta canção
que escrevo para ti. quando eu morrer
fica junto de mim, não queiras ver
as aves pardas do anoitecer
a revoar na minha solidão.
...
.
.
Vasco Graça Moura, "Soneto do amor e da morte", in Antologia dos Sessenta Anos.
.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Mergulho

.
Paula Rêgo, Possessão III, 2004. Pastel s/papel, 150 x 100cm.
.
.
mergulho no sonho
as árvores são as minhas raízes
o vento, o mar, o Sol
na sombra com eles brinco
.
não me importo com o mundo
.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Um dia contigo

.
Paula Rêgo, Looking Out, 1997. Pastel on papper, 71" x 51".
.
.
nesta solidão
calma, calma, calma
como a eternidade
.
um dia contigo é pouco
.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Adversário digno

.
Paula Rêgo, Cães de Barcelona-Cães vadios, 1965.
Colagem e óleo s/ tela, 160 x185 cm.

.

Gosto dos valentes; mas não basta bater a torto e a direito; é preciso saber ainda no que se bate. E muitas vezes há mais coragem em se conter e passar adiante, a fim de se reservar para um adversário mais digno.

.

Friedrich Nietzsche, "Escolhe Inimigos Que Te Mereçam", in Assim Falava Zaratustra.

.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Pátria

.
Paula Rêgo, Salazar a vomitar a pátria, 1960.
.
...
A minha pátria é onde o vento passa,
A minha amada é onde os roseirais dão flor,
O meu desejo é o rastro que ficou das aves,
E nunca acordo deste sonho e nunca durmo.
.
.
Sophia de Mello Breyner Andresen, Pirata.
.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Ladrar à lua

.
Paula Rêgo, Mulher cão, 1994. Pastel de óleo.
.
...
fala línguas
sem sentido. Deixou secar os coentros
a salsa
e a hortelã. Chama-se cão
e ladra à lua. Vive atada
às chamas que a consomem.
.
.
José Fanha, Marinheiro de Outras Luas.
.

domingo, 24 de maio de 2009

O meu cão

.
Paula Rêgo, Menina com cão, 1986.
Acrílico s/ tela, 97 x 30cm.
.
tenho um cão
que fala
que escuta
que brinca
que sofre
que sonha
e que me ama
.