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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Amigo ausente

.Paul Klee, Abraço, 1936.
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Lembrar teus carinhos induz
a ter existido um pomar
intangíveis laranjas de luz
laranjas que apetece roubar.
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Natália Correia, "Bilhete para o amigo ausente", in O Vinho e a Lira.
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Sítio exacto

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Paul Klee, O Peixe Dourado, 1925. Óleo e aguarela s/papel, 49,6 X 69,2cm.
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Sei que não acaba
o teu prazer,
nem o meu.
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Alguém
ama connosco
e nos leva
ao sítio exacto
...
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António Osório, "Sítio Exacto", in O Lugar do Amor.
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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Tudo é tão pouco

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Paul Klee, The rose garden.
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Tão cedo passa tudo quanto passa!
Morre tão jovem ante os deuses quanto
Morre! Tudo é tão pouco!
Nada se sabe, tudo se imagina.
Circunda-te de rosas, ama, bebe
E cala. O mais é nada.
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Ricardo Reis, "Tão cedo passa tudo quanto passa", in Odes.
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