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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Sem nome algum

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Kristina Pardue, Pursuit of Happiness, 1997. Mixed media on wood, 9" x 9 ".
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Só quem procura sabe como há dias
de imensa paz deserta; pelas ruas
a luz perpassa dividida em duas:
a luz que pousa nas paredes frias,
outra que oscila desenhando estrias
nos corpos ascendentes como luas
suspensas, vagas, deslizantes, nuas
alheias, recortadas e sombrias.
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de procurar em vão; em vão desponta
a solidão sem fim, sem nome algum -
- que mesmo o que se encontra não se encontra.
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Jorge de Sena, "Desencontro", in Post-Scriptum.
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Sementes

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Eyob, Seeds of life, 2008.
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Vens a mim
pequeno como um deus,
frágil como a terra,
morto como o amor,
falso como a luz,
e eu recebo-te
para a invenção da minha grandeza,
para rodeio da minha esperança
e pálpebras de astros nus.
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Nasceste agora mesmo. Vem comigo.
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Jorge de Sena, "Eternidade", in Perseguição.
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Note:
Eyob: «This painting is about the concept of "Axum". I have taken religious and symbolic elements [...] paintings and continued to use them to progress and grow in this concept. Thus, the composition of each painting tends to develop even more. However, the fact remains that it is highly important to create an identity to each painting that not only stirs our emotions but opens the mind to a new perspective of art.»
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[Eyob is an Ethiopian American painting artist based in Sioux Falls, South Dakota in the United States.]
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Vem comigo

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Vens a mim
pequeno como um deus,
frágil como a terra,
morto como o amor,
falso como a luz,
e eu recebo-te
para a invenção da minha grandeza,
para rodeio da minha esperança
e pálpebras de astros nus.
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Nasceste agora mesmo. Vem comigo.
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Jorge de Sena, "Eternidade", in Perseguição.
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Destino

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Pedro Sarmento, Bailado sem destino, 2007. Óleo s/ tela, 60 x 90cm.
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Eu sabia, sabia, e procurei esconder-te,
afogar-te em sistemas, em esperanças, em audácias;
descendo à fé só em mim próprio, até busquei
sentir-te imenso, exacto, magnânimo,
único mistério de um mundo cujo mistério eras tu.
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Jorge de Sena, "Ode ao destino", in Pedra Filosofal.
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